Uma ferramenta fundamenta no arsenal de um programador é conseguir guardar o seu código de forma segura, simples e de partilhar com outras pessoas ou até mesmo entre vários computadores. Poderiamos “inventar” várias formas como por exemplo ter várias pastas do projeto para cada versão em que a final seria algo do género: “ProjectWannaBe_43_Final_MesmoFinal_aserio_ultimavez”. Claramente, isto não é nada prático e se já estás a programar há algum tempo, certamente, já ouviste falar em controlo de versões.
O mais comum, e usado pela maioria de todos nós, é o GIT. O git é uma ferramente de controlo de versões que permite não só guardar o código, mas manter o registo das várias versões que temos assim como fazer rollback para qualquer uma delas a qualquer momento. Podemos ainda partilhar de forma simples o código entre ambientes de programação ou colegas. Esta ferramenta permite, ainda, várias pessoas trabalharem ao mesmo tempo no mesmo projeto. A maioria das empresas usa uma versão de GIT. Além de o git vamos precisar de uma plataforma onde alojar os nossos repositórios. Repositórios é o nome que damos a cada projecto que criamos no GIT. Existem várias plataformas. Temos por exemplo o GitHub, Bitbucket ou Gitlab. Isto são algumas que já usei e todas elas tem versões gratuitas onde podemos criar e alojar os nossos repositórios. Vou-me apenas focar no github, porque é o mais usado para projectos open source.

O primeiro passo é aceder ao Github e criar uma nova conta. Para criar uma nova conta apenas é necessário um email, password segura e um username. Depois de termos uma conta registada já podemos criar os nossos repositórios remotos. Para criar um repositório remoto no Github, basta caregar no “+” que vai estar perto do canto superior direito e escolher repositório.

Depois basta dar o nome do projecto e adicionar uma pequena descrição a dizer o que é o projecto. Não é obrigatório, mas podemos já adicionar um Read.me e no ficheiro .gitignore vamos escolher a opção “Dotnet”. Isto irá facilitar no futuro. Para já basta saber que este ficheiro gitignore, como o nome diz, serve para ignorar ficheiros que não queremos submeter para o repositório. Um bom exemplo são as pastas BIN ou OBJ que são sempre geradas quando aplicação é compilada.

Agora, para usarmos o git localmente precisamos de instalar o git no nosso computador. Aqui temos duas opções. Podemos apenas instalar o git e utilizar o git através da linha de comandos. Ou podemos usar software para nos ajudar com esta parte do git. Aqui também temos muitas oções. Eu gosto de usar e recomendo o sublime merge que é simples e fácil de usar, mas para este tutorial vou-me ficar pela linha de comandos.
Para instalar o git basta ir até ao site do git e seguir os passos. Depois de instalado estamos prontos para começar a usar o git. Abrindo a linha de comandos podes executar o comando abaixo para garantir que ficou tudo instalado corretamente:
git --version
O comando deve de devolver a versão do git instalada. Posto isto estamos prontos criar o nosso primeiro repositório. Vamos navegar, na linha de comandos até à localização raiz do projecto e vamos correr este comando:
git init
Isto vai initializar o repositório e o próximo passo é adidiconar o repositório remoto que criámos em cima
git remote add Origin [URL_Repositorio_Github]
Podemos subtituir o “Origin” por um nome diferente que queiramos usar para identificar o repositório remoto. Por norma, utilizo Origin e a lógica é que o repositório de Origem. Onde vamos sempre sincronizar e buscar a informação. Agora o próximo comando vai dar-nos o estado atual do nosso projecto. Vai mostrar as coisas a verde que já estão staged, a vermelho as alterações que faltam fazer stage. ainda mostra um histórico de todas a alterações, mas como ainda não fizemos nada, não deve de mostrar nada de histório.
git status
Se no vosso caso acontecer como no meu em que o branch indicado é o Master, devem de correr o seguinte comando para mudar para o Main. Isto porque por defeito o Github usa o Main como branch principal em vez de master e irá facilitar muito as coisas mais à frente.
git checkout -b origin/main
Depois basta correr os 3 seguintes comando para colocar tudo no repositório remoto. O primeiro estamos adicionar todos os ficheiros pendentes. Como é a primeira vez adicionamos tudo. Se quisessemos só fazer commit de um ficheiro poderiamos indicar o nome do ficheiro. O segundo é para indicar a mensagem no commit. Normalmente, vamos colocar uma mensagem que nos ajude a perceber o que foi feito naquele commit. Por fim vamos submeter as alterações para o repositório remoto. Como é a primeira vez que fazemos push temos de dizer para onde vamos fazer push e indicar o branch que vamos fazer push. A parte “-set-upstream origin/main” serve para isso mesmo e basta fazer na primeira vez. As restantes vezes basta usar o comando git push.
git add *
git commit -m "Fist Commit"
git push -set-upstream origin origin/main
Agora podemos fizer que o nosso código está na cloud e que temos um backup do nosso projeto disponível para partilhar nos equipamentos e com as pessoas que quisermos ou preferirmos. Claro que o git é muito mais do que isto e ainda temos muito para aprofundar e descobrir, mas fica aqui os comandos mais básicos e fundamentais para usar no git.